A Move Social é a empresa responsável pela coleta de dados no evento de saúde ‘Cuidando do Seu Coração’, no próximo domingo (02/09) em SP, realizado pelo Instituto Tellus e financiado pela Novartis Foundation. Somos também parceiros avaliadores no programa Better Hearts Better Cities (BHBC), que pretende criar uma rede de parceiros, globais e locais, para colaborar na elaboração de ações como cuidados com a hipertensão, educação em saúde, programas comunitários de estilo de vida, coordenação de cuidados, atualização de diretrizes clínicas e incorporação de ferramentas digitais de saúde. O município de São Paulo é a terceira iniciativa global desse programa, que já contempla as cidades de Dacar (Senegal) e Ulaanbaatar (Mongólia). A primeira região da capital paulista onde será implementado o BHBC é o distrito de Itaquera, na zona leste da capital paulista.

Contexto

Os desafios atuais de saúde urbana são complexos e é necessária uma nova abordagem para o gerenciamento de doenças crônicas. A mudança de estilos de vida nas comunidades urbanas é cada vez mais caracterizada por uma dieta pouco saudável, atividade física reduzida, estresse, consumo excessivo de álcool e tabaco: todos os fatores de risco para o desenvolvimento de doenças não transmissíveis (DNTs).

Um terço da população de São Paulo mora nos bairros de baixa renda da cidade1, onde o acesso a serviços públicos de saúde de qualidade é distribuído de forma desigual.2 Apenas 32,4% das pessoas em São Paulo são fisicamente ativas,2apenas 30% comem frutas ou vegetais regularmente,3 e mais da metade da população está acima do peso.2

Aqueles que vivem nas cidades, correm o risco de desenvolver condições como a hipertensão (pressão arterial alta), muitas vezes chamada de “assassina silenciosa” porque não apresenta sintomas óbvios, mas aumenta drasticamente o risco de derrame ou ataque cardíaco. 25,9% das pessoas entrevistadas em São Paulo relataram que sabiam que estavam em risco de hipertensão.4 Mesmo entre as pessoas que foram diagnosticadas, a adesão ao tratamento permanece extremamente baixa: em São Paulo, apenas 20% dos hipertensos tomam a medicação regularmente.5

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo é igualmente parceira local nessa iniciativaBetter Hearts Better Cities, além dos globais Fundação CDC, American Heart Association, NCD Alliance e o recém-nomeado Business Performance Institute (BPI), empresa de consultoria de aprendizagem que começou a trabalhar com parceiros em Ulaanbaatar para ajudar a desenvolver estratégias de aprendizagem impactantes e inovadoras para provedores de saúde na cidade.

Referências

1. Banco Mundial. Melhorando Favelas: Histórias de São Paulo. Disponível em: http://blogs.worldbank.org/sustainablecities/no-excuses-slum-upgrading.

2. Prefeitura de São Paulo (2017). Programa de Metas 2017 – 2020.

3. Brasil Ministério da Saúde (2016). Vigitel Brasil 2016. Brasília: Ministério da Saúde, 2017.

4. Lotufo, P. (2015). Doenças cardiovasculares no Brasil: mortalidade prematura, fatores de risco e prioridades de ação. Comentários sobre os resultados preliminares da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 2013. São Paulo Med J. 133 (2): 69-72.

5. Pierin et al. (2011). Controle da hipertensão arterial e fatores relacionados na atenção básica localizados na zona oeste da cidade de São Paulo, Brasil.