O tema do último encontro da Semana de Aprendizagem Move 2018, realizado na sexta (17/08), foi planejamento estratégico, e contou com os consultores Rafael Oliva (Oliva Desenvolvimento Institucional) e Andreas Ufer (Sense-Lab), além de nosso diretor executivo, Daniel Brandão.

Rafael trouxe uma abordagem conceitual e de experiências profissionais pregressas, segundo as quais o planejamento promove uma inteligência coletiva, melhores decisões, e o desejo de organizar o futuro. “Ele requer flexibilidade, nos convida a estabelecer processos participativos. Permite-nos ainda um acerto de contas com a missão da organização”. Mas, advertiu que a demanda por planejamento estratégico, por vezes, substitui outras demandas como governança, gestão interna, desenvolvimento organizacional. “É um processo que, no afã de construir objetivos estratégicos, elencar resultados esperados e um plano de ação, cria espaços e detona outros. E recomendou: “devemos fazer uso de elementos de imagem, engajamento e vínculos emocionais”. Lembrou ainda que há limitações, como a necessidade de clareza do campo de governabilidade; a dificuldade de construção de consensos; restrição de tempo, já que nunca é suficiente; o contraste entre o plano de ação e os resultados esperados; além de uma margem de incerteza e incompletude.

Já Andreas questionou, de início, por que e para que fazemos planejamento estratégico, e elencou diversas perguntas norteadoras do processo. Para que a gente se organiza socialmente? Como as organizações se organizam e se preparam para isso? Qual dor a gente vêm resolver? Como organizar o futuro para pensar e viver o presente? Em um mundo líquido e mutante, como planejar e ter visibilidade, com regras flexíveis, que ajudam a rever cenários, presente (hoje), intermediário (possível) e futuro (como queremos ser)?

E apontou algumas condutas importantes. “Quanto mais afetiva for a escuta e o engajamento das pessoas em uma organização, mais legítima será a tomada de decisão”.

Daniel concluiu, perguntando que regras do jogo devemos atualizar para rever o planejamento, os planos, objetivos e resultados esperados? Por fim, sugeriu metologias como Scrum, que a exemplo do Kanban – desenvolvido na década de 40 e implementado na Toyota em 1953 -, é classificado por muitos como um método ágil e como uma demonstração de que os diversos métodos ágeis permitem aplicação fora do contexto da Tecnologia da Informação, e inclusive em planejamento estratégico. “Ferramenta que ajuda a olhar para o planejamento, o Scrum permite que grupos se encontrem por meio de metodologias ágeis”.

O encontro aconteceu durante a semana de 13 a 17 de agosto, com a participação presencial e remota de toda a equipe Move e convidados.

Reunião Semana de Aprendizagem,  Planejamento Estratégico